Na primeira entrevista, os professores Anis e Adival só reforçaram a tese do quão importante seria aquela conversa. “Bom, isso depois vocês perguntam ao Mendonça, que é ele quem vai responder melhor”. Aula. “A gente vai entrevistar o Mendonça. Pode ser você, Phellipy?” Surpresa. “Ué, pode mesmo?”

Vinte e nove de abril. Mostra das profissões. Antônio Carlos, Afonso Pena, Telemar, Rua do Ouro, Itapemirim. Perdidos. Herval, Joanésia. 91 anos? Quanto pesa a idade na vida de um jornalista? Bem que poderiam ser sessenta e poucos. Oi, bem-vindos, meu nome é Mendonça. Arreda sofá, ajeita luz: Você é de Itabira? “Alguns anos vivi em Itabira, principalmente nasci em Itabira”, brinca. Testando o microfone: Por isso sou triste, orgulhoso, de ferro. Perguntas vão, ótimas respostas vêm. Lucidez total, simpatia idem. Entrevista esclarecedora.
Café quentinho, passado na hora. Sabe aquelas pessoas que você queria conviver sempre? Ao final, sem ansiedade alguma e com alegria absurda, brinco, me despeço. Como uma criança feliz: “Vamos brincar de novo?”
Texto Phellipy Jácome e Foto: Vanessa Veiga
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